quinta-feira, 15 de março de 2018

Vinil Vivo se consolida em Curitiba



A Feira de Discos Vinil Vivo, em Curitiba, realizará a sua nona edição no dia 21 de abril, sendo a segunda como Record Store Day. A expectativa da organização é receber um grande público que já se acostumou a encontrar raridades e até títulos que não tem em nenhuma outra feira no Paraná.
O evento reunindo na capital paranaense colecionadores de diferentes estados começou timidamente no final de 2016 num trabalho praticamente do zero.
O colecionador e organizador Aroldo Antônio Glomb Junior conversou com amigos e publicou no Facebook que faria uma feira de discos. Logo recebeu contatos de interessados e marcou a primeira feira num hotel no centro da cidade. Um ano e meio depois o evento ganhou corpo e hoje já é referência tendo público garantido, com bom movimento.
Hoje a Vinil Vivo é realizada no antiquário Nova Garagem, na rua México,808,no Bacacheri, e tem apoio de veículos de imprensa da cidade e parcerias como a com o Clube do Vinil de Maringá (CVM), cervejarias, food trucks, entre outros.
Confira fotos da oitava edição realizada em 3 de fevereiro.





Fotos: Andye Iore / Zombilly 

Flaming Lips lança vinil rosa com cerveja



A banda Flaming Lips fez mais uma de suas curiosidades incomuns. A banda lançará o compacto “Dragons & YumYums” em vinil  rosa. O disco foi inspirado numa cerveja artesanal em tiragem limitada que tem o mesmo nome do disco. A cerveja feita pela cervejaria Dogfish Head é uma Pale Ale com teor alcoolico de 6,5%,  de cor rosada e frutada num mix entre maracujá, pera, cereja, entre outros.

A produção da cerveja teve participação direta do vocalista Wayne Coyne (foto). A bebida estará à venda entre março e agosto desse ano e a campanha de divulgação é “a primeira cerveja que tem sua própria música”.
Será uma opção bacana curtir o som do Flaming Lips  tomando uma cerveja... ou tomar uma cervejinha curtindo o Flaming Lips em vinil.
Com informações traduzidas e foto do Dogfish Head

segunda-feira, 12 de março de 2018

St Patrick´s Day tem feira de discos em Londrina


O tradicional pub Cheers, em Londrina, preparou uma agenda especial para celebrar o St. Patrick´s Day, folclórica data irlandesa comum nos pubs de todo o mundo. Em Londrina a animação começa já desde quinta-feira (15) e sexta-feira(16) com pré-festas. E no dia de St. Patrick (17) o evento começa com a feira de discos Londrinil reunindo expositores de Londrina, Maringá, Marialva e Arapongas.
A feira de discos vai entre 12h e 18h com entrada gratuita. À noite tem a festa de St. Patrick com couvert artístico a R$ 10, decoração temática, drinks do dia e brindes. À noite terá show com a banda The Oldies, com muito rock´n´roll.

VINIL – O Clube do Vinil de Maringá foi criado em 2014 reunindo colecionadores das regiões Norte e Noroeste paranaense.
Em 2015 foram feitos alguns eventos ocasionais em Londrina que em 2016 já passaram a ser feitos como Londrinil.

Na feira do Cheers Pub terá discos de vinil (com compra, venda e troca), CDs, acessórios, vitrolas, camisetas, bottons, entre outros. O DJ Edson Laars fará a discotecagem com discos de vinil.

BALADA - O Cheers Pub foi inaugurado em 2009, fica bem no centro de Londrina e é um dos principais bares da cidade.
A decoração mistura os temas da cultura irlandesa com o rock´n´roll, há um cardápio variado com lanches e porções, ar condicionado e estacionamento próprio. E, claro, uma ampla opção de cervejas e chopps artesanais e da Heineken e Amadeus. O Cheers Pub fica na rua Alagoas, 1005, centro.




terça-feira, 6 de março de 2018

Colombianos mantem tradição do vinil



Um dos principais eventos sobre discos de vinil na América do Sul acontece em Cali, na Colômbia. A tradicional Feira de Cali reúne em dezembro, desde o final da década de 1950, fãs de música latina. Destacando a salsa, o ritmo mais popular no país. Há apresentações musicais,  de danças, gastronomia, entre outros.
E entre as diversas opções na agenda de seis dias do evento há uma grande feira de discos (fotos acima). Estão à venda discos de vinil, camisetas, aparelhos de som e instrumentos.
Há discos colombianos que custavam o equivalente a menos de US$ 10 em sua época de lançamento, e hoje passam de mais de US$ 1 mil  em suas edições originais.

MERCADO - A Colômbia também teve um forte mercado fonográfico antes da chegada do CD. E ainda hoje os colecionadores contam com boas opções para garimpar e aumentar suas coleções. Em Bogotá há nove lojas de discos, em Medelin sete lojas, em Cali com uma loja e em Cartagena uma loja. Além do tradicional selo e fábrica Discos Fuentes, em Medelin. Cali tem 482 anos e mais de 2,5 milhões de habitantes.

Texto Andye Iore, com informações traduzidas do Noisey e Aljazeera

sexta-feira, 2 de março de 2018

Casal realiza sonho com loja de discos



O colecionador de discos Pete Bennett, 55anos, realizou o sonho de muitos anos e abriu uma loja de discos. A loja Vinyl Realm fica no bairro de Devizes, em Wiltshire, na Inglaterra.
Ele e a esposa Jacki Bennett passaram sete anos vendendo discos pela internet e em lojas de amigos. Mas eles queriam conhecer pessoalmente seus clientes e trabalharam pelo sonho. E vão realizar outro sonho em conjunto: eles planejam se casar em 2019.
A Vinyl Realm vende discos de vinil, vitrolas, acessórios e outros produtos.
* Com foto e informações traduzidas do The Wiltshire Gazette and Herald

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Discos de David Bowie serão relançados em vinil


Três discos de David Bowie ganharão novas edições esse ano em homenagem aos 45 anos do álbum “Alladin Sane”, lançado em  13 de abril de 1973.

A nova edição será remasterizada e sairá em vinil cinza em abril. A homenagem segue ainda com as reedições em 180 gramas das coletâneas “Changesbowie” volumes 1 e 2, lançadas originalmente em 1980. 
Com informações traduzidas do site oficial de David Bowie

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Londrinil atrai novos colecionadores


Começou muito bem a parceria entre o grupo Londrinil e o bar Pier Santa Monica, em Londrina. A feira de discos no dia 13 de janeiro reuniu um grande público que visitou o evento durante todo o sábado. O novo espaço com decoração temática atraiu um público diferente em relação ao que participava das feiras de discos anteriormente. Com isso, fica evidente o crescimento e interesse do público que curte discos de vinil em Londrina e região.

Também vale ressaltar o acervo diferenciado com discos usados raros e preços acessíveis e também um amplo acervo de discos  novos nacionais e gringos. O que faz com que o público tenha muitas opções e não saia do evento de mãos vazias se quiser comprar. O evento teve discotecagem de Luis Basseto e o almoço no bar foi uma feijoada.
A próxima feira de discos Londrinil no Pier Santa Monica (na rua da Lapa, 200, paralelo a avenida Higienópolis) já está agendada. Será no dia 3 de março, sábado. Confira o evento no Facebook :



Fotos: Andye Iore / Zombilly

Discos novos são lançados mais caros

O disco novo do Queens of the Stone Age, “Villains”, custa no mercado canadense CS$ 64,98 (aproximadamente R$ 170) a edição especial para colecionador e CS$ 35 (aproximadamente R$ 92) a edição simples. Caro nas duas opções, considerando que os discos simples novos eram vendidos nas lojas entre CS$ 16 e CS$ 22 antes.

E isso tem acontecido em vários mercados, como o dos Estados Unidos e o da Inglaterra, que puxam as vendas mundiais de discos. O que tem sido uma situação comum entre as gravadoras é lançar primeiro uma edição especial mais cara como com um disco colorido ou encarte especial e depois a edição mais simples e barata. No passado era raro um disco ter uma edição especial. Era o bom e velho simples disco de vinil preto. A única situação que rendia mais dinheiro para as gravadoras eram os singles em compactos. Hoje tem de gramaturas diferentes, discos coloridos, capas e encartes diferentes, entre outras opções que fazem com que os selos lucrarem mais.

Assim foi com o disco novo do Morrissey, “Low in High School”, que chegou em dezembro passado nas lojas britânicas numa versão especial com vinil transparente custando em torno de 23 libras (aproximadamente R$ 105) e em breve sairá a versão simples com vinil preto que custará menos. A gravadora lançou ainda uma versão luxuosa em box com seis compactos mais cards por 40 libras.

DEMANDA - No Brasil os discos novos já são caros há tempos. Chegando, inclusive, em alguns casos, serem mais caros que os discos importados. Há discos novos de selos nacionais custando no atacado em torno de R$ 75. Imagine o lojista/revendedor que paga frete e ainda coloca sua margem de lucro. O disco passa facilmente de R$ 120 para o consumidor. Em breve, publicaremos reportagem sobre as fábricas e custo dos discos.
Ironicamente, o mercado fonográfico brasileiro precisa justamente de mais lançamentos de discos novos para crescer. Ou seja, os selos e gravadoras precisam lançar mais discos para dar conta da demanda, já que somente os discos usados das feiras e sebos não dão conta do interesse dos colecionadores.

OLHOS FECHADOS -  Essa situação mercadológica tem um outro lado. O dos colecionadores fanáticos. Eles compram qualquer disco que não tenham de suas bandas favoritas. E nem olham o preço.  Assim é o curitibano Joel Zolnier (foto acima) que tem aproximadamente 400 itens em sua coleção do U2. A idolatria pela banda irlandesa chegou a tanto que ele já pagou aproximadamente R$ 2,6 mil pelo primeiro compacto do U2, “U2-3”, lançado em 1979, em mil cópias e uma raridade para achar hoje. “Não penso muito em valor”, diz Zolnier sobre o principal item da coleção. “Se tenho a grana, compro mesmo. Sem pensar muito, é para a coleção”.  E para quem é colecionador, a gastança não tem limite. Zolnier espera chegar o box Uber de Luxe, do disco “Achtung Baby”, que tem dezenas de itens e passa de R$ 3,5 mil.

E também é um compacto de 1979 o item mais raro da coleção do maringaense Leandro CDX Morais (foto acima). O “Soundhouse tapes” tem as três primeiras gravações do Iron Maiden antes mesmo da banda assinar com gravadora. O 7” foi bancado pela banda, vendido na banca dos primeiros shows e nunca comercializado em lojas. A estimativa de mercado hoje é mais de R$ 2 mil. “Consegui num rolo com um ex-colecionador que estava vendendo um lote. Acredito que ele estava meio enforcado com contas”, lembra Morais, que tem aproximadamente 300 itens do Iron Maiden em sua coleção.


Texto: Andye Iore, com informações traduzidas do The Star.com e  Rough Trade
Fotos: Arquivo pessoal, Divulgação, Zombilly

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

CVM abre temporada de feiras em 2018


Será realizada no próximo sábado (17) a primeira feira de discos de 2018 em Maringá. A 27a Feira do Clube do Vinil de Maringá (CVM) reúne colecionadores da região no Mercadão Municipal de Maringá (foto) entre 11h e 21h, com entrada gratuita.
Haverá discos a partir de R$ 5 com compra, venda e troca de discos usados em bom estado. O evento também terá um bazar cultural com acessórios, decoração, artesanato, bottons, camisetas, velas, entre outros.

MERCADO – O CVM teve um ótimo ano em 2017, participando de eventos no Paraná, São Paulo e Santa Catarina. As feiras de discos seguiram o crescimento das vendas de discos de vinil no mundo que em alguns países passou de 30%, segundo sites especializados.
A expectativa para 2018 é muito positiva já que também aumentam os lançamentos de discos novos fortalecendo o mercado nacional. O CVM além dos discos usados de época que há em qualquer feira de discos, também tem discos novos tanto de artistas brasileiros quanto internacionais. 
Além das edições especiais para colecionadores como tiragens limitadas, picture, coloridos,  em formato especial (shapped), entre outros. 
Entre esses estão o “Shock Treatment” , dos Ramones, no formato de uma serra, o “Sticky fingers”, dos Rolling Stones, com um zíper de verdade na capa, o “Ok computer”, do Radiohead, em edição tripla.

GARIMPO - Por outro lado, os expositores do CVM também oferecem para os colecionadores discos em promoção a partir de R$ 5 para quem curte garimpar as caixas a procura de um disco interessante por uma mixaria. Cada expositor tem seu acervo e preços. Vale pesquisar em todos. Entre os discos baratos estão:

- Roberto Carlos (1981) - R$ 5,
- Odair José – Ontem / Hoje R$ 10,
- A-Ha – Stay on this roads – R$ 10,
- João Bosco – Bosco – R$ 15,
- Rita Lee - Flerte Fatal - R$ 20,
- Cyndi Lauper – True Colors - R$ 20,
- Plebe Rude – Nunca fomos tão...-  R$ 20,
- Talking Heads – True stories – R$ 20,
- Gal Costa – Força estranha – R$ 20,
- Capital Inicial  – Independência – R$ 25,
- Caetano Veloso – Outras Palavras – R$ 25,
- OMD – The Best Of - R$ 30,


* discos sem reserva. Somente para venda presencial e preços somente para a feira do dia 17 de fevereiro de 2018, no Mercadão, em Maringá. 

CVM lança página no Instagram

Já está no ar a página do Clube do Vinil de Maringá (CVM) no Instagram ( @clubedovinildemaringa ) . Em dois dias a página já passou de 200 seguidores que conferem anúncios de discos, vitrolas, camisetas, acessórios, entre outros. Inclusive promoções como discos a R$ 10. E também a divulgação dos nossos eventos.
A página já atraiu a atenção de artistas badalados nacionais que curtiram posts sobre seus trabalhos. E até o guitarrista americano Ernie C. curtiu um post sobre a sua banda, Body Count. 

É mais um veículo para divulgar o trabalho dos nossos expositores que contam com um grupo no Facebook, um blog, um grupo no Whats App e os eventos, dando um destaque nacional para o CVM. 

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Dublin ganha fábrica de discos de vinil


Já está operando em Dublin, na Irlanda, a fábrica de discos de vinil Dublin Vinyl. O grupo contratou profissionais experientes do mercado fonográfico no passado em diferentes segmentos.

A Dublin Vinyl faz discos de 140 e 180 gramas, picture, discos coloridos, boxes, entre outros. Também há apoio para artistas independentes com facilidades para fazer pequenas tiragens, incluindo crowdfunding.

* Com informações traduzidas do Dublinvinyl.com

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Vinil Vivo faz a primeira feira de discos do ano em Curitiba


Será realizada no dia 3 de fevereiro a primeira feira de discos de 2018 em Curitiba. A Feira Vinil Vivo chega em sua oitava edição com expositores do Paraná, São Paulo e Santa Catarina reunidos no Nova Garagem, no Bacacheri.
A feira terá discos de vinil, acessórios, decoração e a parte gastronômica com hot dog e chopp artesanal. Além da grande variedade de discos novos e usados, o evento conta ainda com o acervo do Nova Garagem repleto de antiguidades, desde uma simples lata de bebida até carros de época. A direção da loja avisa que terá no evento um lote de discos de rock que está recebendo confira abaixo como foi a sétima edição da Feira Vinil Vivo realizada em novembro de 2017.



Feira Vinil Vivo
Data: 3 de fevereiro de 2018
Sábado, entre 10h e 18h
Local: Nova Garagem - rua México, 808, Curitiba (PR)
Entrada gratuita
Pagina do evento no Facebook .
Fotos: Andye Iore 

Exposição mostra arte em capas de discos


A galeria de arte Fraenkel, San Francisco, nos EUA, apresenta até o dia 4 de março de 2018 uma exposição de arte em capas de discos de vinil. As pinturas foram feitas por artistas famosos como Andy Wharol, Basquiat, Miró, Picasso, entre outros desde a década de 1950.  A exposição chama “Arte & Vinil” e conta com mais de 100 obras, seja a icônica capa da banana do “Velvet Underground & Nico” até pinturas nos discos.
Saiba mais aqui .


domingo, 31 de dezembro de 2017

Londrinil faz parceria com bar em Londrina


A partir de janeiro de 2018 o Londrinil passará a fazer as feiras de discos em Londrina no bar Pier Santa Monica, na rua da Lapa, 200. A primeira edição já está agendada: será no dia 13 de janeiro, sábado, entre 11h e 18h, com entrada gratuita.
A parceria surgiu de contatos prévios com o grupo Amigos Colecionadores de Miniaturas (Acomini) que reúne colecionadores de miniaturas do Paraná e também fará eventos no Pier Santa Monica em breve.
Os expositores Zombilly e Leandro Pascholatti fazem parte da Acomini, sendo que o primeiro está no Londrinil e o segundo faz o marketing e comunicação do bar. Com isso surgiu a ideia de fazer os eventos no espaço que une gastronomia, colecionismo e cultura.

ANTIGOS - O Pier Santa Monica foi inaugurado em julho desse ano e tem uma decoração especial focada no antigomobilismo e colecionismo. O bar tem um amplo espaço com ar condicionado e cardápio variado com bebidas e comidas. No sábado da feira de discos Londrinil terá feijoada.
Participarão da feira de discos expositores do Londrinil e Clube do Vinil de Maringá (CVM) que terão discos, camisetas, acessórios, gibis, bottons, decoração, entre outros. Mais informações no grupo Londrinil no Facebook e na página do bar Pier Santa Monica .

Foto: Pier Santa Monica

Ascenção e falência de uma loja de discos


O documentário “All things must pass” (2015) é um dos mais bacanas filmes sobre a indústria fonográfica. Não só porque mostra a história da rede de lojas americana Tower Records que se espalhou pelo mundo, como também aborda as transformações do mercado, questões de gestão administrativa, mercado imobiliário, comportamento dos colecionadores, entre outros.
O filme tem 1h34 de duração, é dirigido pelo ator Colin Hanks (de “King Kong” e “The Wonders”) e apresenta depoimentos da família que abriu a loja original na década de 1940, de funcionários e de clientes entre eles os músicos Elton John, Dave Grohl e Bruce Springsteen. As entrevistas são intercaladas com fotos e vídeos de época sobre a loja. O que mostra prateleiras e cartazes com compactos custando US$ 0,45 e LPs por US$ 1,99.

A Tower Records passou de uma loja familiar que vendia uma diversidade de produtos até chegar a um bilhão de discos vendidos mensalmente e falir na década de 2000. A loja começou vendendo remédios, bebidas, doces, revistas, brinquedos, entre outros produtos em Sacramento, na Califórnia. Até passar a vender discos usados e expandir aos poucos a seção musical. Isso aconteceu porque o filho Russ Solomon (imagem abaixo) sugeriu ao pai colocar mais discos. O pai disse que isso só aconteceria se ele comprasse a loja e fizesse o que quisesse. E foi o que aconteceu anos depois. A primeira Tower Records somente com vinil foi aberta em 1961.


O logo da loja foi inspirado no clássico símbolo da Shell e o lema da Tower era “No music no life”. A rede chegou a ter quase 200 lojas em 30 países, numa expansão sem planejamento. Somente aproveitando pontos que estavam vazios com aluguel barato ou parcerias oportunistas. O que sempre gerava desconfiança nas pessoas que diziam que os donos eram loucos e iam falir. O que aconteceu muitos anos depois, mas não sem antes formar um império com histórias malucas de gastanças e luxúrias e que acabaram mudando muita coisa na indústria fonográfica.

TROCAS - A Tower Records criou e enfrentou mudanças no mercado. Entre eles a troca do vinil por CD, o sucesso da discoteque, a chegada da MTV, a concorrência das lojas de departamento, o surgimento do Napster, a internet, entre outros. A loja era referência para gravadoras e artistas que faziam questão de ter seus discos aos milhares na rede. E isso gerou uma campanha publicitária curiosa. Os funcionários da Tower Records ampliavam as capas de discos para decorar as lojas. E as ampliações ficaram cada vez maiores até ocuparem outdoors bancados pelas gravadoras.
Outra situação relacionada à divulgação foi que a Tower lançou a sua própria revista. A Pulse era escrita e produzida pelos funcionários com entrevistas com bandas e ranking dos discos mais vendidos na loja.


LENDAS – A Tower Records ajudou a difundir a “lenda” de que o atendimento nas lojas de discos sempre é péssimo porque os funcionários acham que entendem mais sobre música que os clientes. O que era reforçado pela falta de treinamento dos novos contratados.
O doc mostra também que nos bastidores da loja rolavam festas animadas. O dono Russ Solomon só pedia que não se fumasse maconha dentro da loja. De resto, os funcionários iam trabalhar bêbados direto das baladas, os diretores contratavam garotas só pelo “sex appeal” delas, entre outras situações.
Com altos investimentos em novas lojas em outros países e quedas nas vendas, a rede foi reduzida para pagar dívidas nos bancos. Gestores do mercado econômico foram contratados para tentar recuperar a rede, mas só pioraram as coisas. A última loja foi fechada em 2006. Hoje a Tower Records é uma franquia pertencente a outro grupo, sem muita relevância no mercado e tem uma loja online.

CURIOSIDADE – Guardada a devida proporção, a história da Tower Records tem relação com a do Porão Discos, em Maringá. A loja passou de um sebo com discos, livros e acessórios para se tornar somente loja de discos após mudança administrativa; teve uma filiam em Bauru (SP), passou por mudanças do mercado como a troca do acervo de vinil para CD e fechou por causa de dívida no banco. E a história do Porão Discos será mostrada no doc "Punká - uma história punk em Maringá". 
* Veja o trailer de “All things must pass” .


Texto: Andye Iore / Fotos: Divulgação