segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Curitiba ganha feira "intermediária" de discos de vinil


Será realizada no próximo sábado (4) a primeira edição da Feira de Discos da Boca Maldita, em Curitiba. O evento será no hotel Slaviero Slim, na rua XV de Novembro, no centro, e reunirá 20 expositores do Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Maringá será representada pelo Projeto Zombilly, do Clube do Vinil de Maringá.
Além dos discos também haverá espaço para bandas venderem seus materiais, lançamento do livro "Lindo Sonho Delirante" (de Bento Araujo), homenagem ao músico Waltel Branco e discotecagem. Tudo com entrada gratuita. O planejamento é fazer duas feiras ao ano. “Pensamos que tem espaço para um evento intermediário”, explica Marcos Duarte (foto), da Joaquim Livros & Discos, que organiza o evento junto com Horácio Tomizawa (da loja Sonic Discos). “É um evento com prioridade ao comércio e uma ou outra atividade dentro da feira que venha contribuir com a cultura do vinil”.
Ele comenta sobre o fato de Curitiba ter hoje diversas feiras. Desde uma maior mais tradicional até outras menores por bares e hotéis da cidade. A Feira de Discos da Boca Maldita seria o quinto evento regular da cidade. “Curitiba é uma cidade enorme, com muitos lugares em bairros que poderíamos melhor explorar e estes grupos pequenos ajudam nesta perspectiva”, comenta Duarte sobre os prós e contras de tantos eventos. “A nossa feira é de médio porte, com 20 expositores onde os possíveis clientes consigam ver a maioria dos discos e aí fazer sua opção de compra”, conceitua.
E completa que quer ter uma relação com a cena local, privilegiando DJs locais, homenagear alguém importante no meio musical, fazer lançamentos de livros relacionados a cena. O que está tudo contemplado logo nessa primeira edição.
- Confira a página do evento no Facebook .
Foto: Andye Iore

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Bazar reúne vinil, hambúrguer, cerveja artesanal e surf music


Será realizado no próximo sábado (28) a terceira edição do Bazar Cervejeiro, no Tasting Room das cervejarias Araucária e RedCor, na avenida Américo Belai, 2329, em Maringá. O evento reúne colecionadores de discos de vinil, hambúrguer artesanal e as cervejas e chopps gelados com os anfitriões. Dessa vez haverá show com a banda Wood Surfers, surf music de Londrina. O evento começa às 11h e vai até às 18h, com ingresso a somente R$ 5.
O Tasting Room tem um convidado na gastronomia em cada evento. O rango dessa vez fica por conta do Alvim´s Burguer com hambúrguer artesanal a preços justos. Como um cheese burguer com 150 gramas de fraldinha, queijo e molho que está no cardápio por apenas R$ 10.
Já a parte dos discos terá o Clube do Vinil de Maringá com discos novos importados e de selos independentes brasileiros e discos usados com preços camaradas. O acervo é variado com discos de rock, MPB, reggae, RAP, entre outros.
ENCONTRO - O Tasting Room foi criado para ser um ponto de encontro dos fãs e fabricantes de cerveja artesanal. O espaço funciona como bar e loja também vendendo insumos para fabricação de cerveja. E também há cursos ocasionais onde os interessados aprendem a fazer cerveja em casa.


Confira algumas das cervejas que estarão à venda no evento sábado:
- Witbier, cerveja leve, refrescante, com adição de cardamomo e casca de limão siciliano. Cerveja de trigo belga;

- Xetá, a exótica American Pale Ale da Araucária. Marcante presença de lúpulos, tanto no aroma quanto no sabor;
- Gralha azul na garrafa, cerveja da escola inglesa, carteiras maltada e de lúpulos ingleses;
- Hidromel, bebida medieval, conhecida como a bebida mais antiga do mundo! Aroma de mel, mas sabor de final seco! Ótimo pra ser tomado geladinho nesse calor maringaense.
- Confira a página da Cervejaria Araucária no Facebook .-
 Confira a página do Alvim´s Burguer no Facebook  .
- Confira a página do Wood Surfers no Facebook .


Fábrica no Canadá usará nova tecnologia para vinil



 
Uma fábrica no Canadá está prestes a preencher uma lacuna na indústria fonográfica em todo o mundo. A Microforum se prepara para fabricar discos de vinil com novas prensas (fotos) feitas no Canadá. Se o investimento for bem sucedido vai mudar significativamente o mercado mundial.
Isso porque as prensas das fábricas em atividades são todas antigas, com décadas de uso, algumas com mais de 50 anos. Ou elas permaneceram fabricando discos no decorrer dos anos ou foram reformadas recentemente.
E não há prensas disponíveis. E é justamente a falta de prensas que breca o crescimento do mercado. Como no Brasil onde é restrita (e cara) a fabricação de discos.
A Microforum tem sede em Toronto e anunciou que em breve a primeira prensa entrará em operação comercialmente. E que o planejamento da companhia é ter seis prensas novas fazendo 24 mil discos diariamente.
DECEPÇÃO - O projeto surgiu depois que o vice-presidente da empresa, Noble Musa, acompanhou os crescentes números de venda de discos de vinil no ano passado. Ele fez pesquisas e visitou algumas fábricas. E só encontrou prensas antigas funcionando. Sua reação foi pensar que jamais entraria nesse ramo com tais equipamentos e tecnologia ultrapassada.
Com isso fez uma parceria com outra empesa canadense, a Viryl Technologies, que desenvolveu a tecnologia e a nova prensa, batizada de WarmTone, que é computadorizada e está em teste há três meses.
Texto Andye Iore com com informações traduzidas da Viryl Technologies e da CBCNews / Imagens: Viryl Technologies

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Clube do Vinil leva grande público ao Mercadão


O Clube do Vinil de Maringá começou 2017 muito bem. A vigésima edição da feira de discos foi realizada no Mercadão Municipal de Maringá no dia 15 de janeiro (domingo). O evento teve uma ampla divulgação na mídia e levou um grande público ao centro gastronômico. A apresentação acústica do Cash in Flowers atrasou, mas aconteceu no final do evento, no meio da tarde.
Apesar de termos o Clube do Vinil desde 2014, a cada edição recebemos novos amigos que passam a frequentar nossos eventos, principalmente de pessoas da região que conhecem o grupo pela internet e imprensa. Também é muito bacana receber elogios pelo nosso acervo, que é o principal diferencial do nosso grupo de expositores.
Quando um visitante com mais referências do mercado fonográfico e do colecionismo visita nossa feira sempre fica impressionado com os discos que encontra nas caixas sobre as mesas. E para nós sempre é bacana receber esse feedback porque vamos montando um acervo conforme o interesse dos visitantes e também procurando títulos mais incomuns ainda para os próximos eventos.
O Clube do Vinil de Maringá agradece os expositores, quem ajudou de alguma forma ou divulgou, quem visitou a feira, ao Cash in Flowers e à equipe do Mercadão.



Fotos: Andye Iore / Zombilly

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Jamaicana Tuff Gong volta a produzir vinil


Uma boa notícia para os colecionadores de discos de vinil... especialmente para os de reggae, ska e dub. A fábrica e selo Tuff Gong voltará a fabricar e lançar discos de vinil a partir de março.
O grupo foi criado por Bob Marley em 1970, em Kingston, na Jamaica, com a intenção de facilitar o acesso à cultura para a população carente e era um centro cultural incluindo estúdio, estamparia, entre outros serviços.
A volta ao mercado fonográfico será numa parceria com o selo americano Sunpress Vinyl, do músico e produtor Joe Gibbs.
A Tuff Gong lançou discos de Bob Marley, Toots and the Maytals, The Skatalites, Dennis Brown, Sly and Robbie, The Wailers, entre outros.

Com informações traduzidas do Jamaica The Star

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A origem do formato do LP 12"


O sistema fonográfico foi inventado por Thomas Edison em 1877. O aparelho fonógrafo era um cilindro de cera com uma agulha que reproduzia o áudio de no máximo três minutos.
O atual formato de long play (LP) de 12” que conhecemos foi lançado e popularizado pela gravadora Columbia, nos Estados Unidos, somente em 1948 depois de muitas experiências e formatos diferentes no decorrer das décadas.
O formato da Columbia revolucionou o mercado, popularizando não só o tipo do disco, como também a arte das capas. O que acabou sendo seguido até pelas gravadoras rivais que tentavam outros formatos e perdiam mercado. (com informações do livro "Vinil, a arte de fazer discos", de Mike Evans)

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

XX Feira do Clube do Vinil será no Mercadão



O Clube do Vinil de Maringá (CVM) chega em sua 20ª edição. E nesse evento especial voltamos ao Mercadão Municipal de Maringá no próximo domingo (15), entre 9h e 15h, para mais uma feira de discos e bazar cultural.
Os eventos no Mercadão costumam ser bem agitados pelo fluxo de pessoas que o local tem no domingo de manhã com famílias indo comprar alimentos para o tradicional almoço de domingo e também pela frequência nos restaurantes e bares do próprio Mercadão que ficam lotados. E ainda tem agenda cultural com apresentação musical gratuita.
Vale ressaltar que os expositores de discos renovaram seus acervos em relação à última feira e apresentarão muitas novidades. O acervo tem discos de MPB, rock, reggae, eletrônico, RAP, trilha sonora, entre outros.
Nós ficaremos no espaço de eventos no final do corredor principal, em frente ao Ian Pasteis e do bar da cervejaria BodeBrown. A XX Feira do Clube do Vinil de Maringá tem apoio do jornal Metro Maringá. O Mercadão fica na avenida Prudente de Morais, 601, no centro de Maringá.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Fábrica de discos em Nashville amplia estrutura


A tradicional fábrica de discos de vinil United Records Pressing (foto), em Nashville, Estados Unidos, mudará para uma nova estrutura. A mudança ampliará a produção de discos, devendo ficar num espaço equivalente a dois campos de futebol, anunciou a direção da empresa na semana passada.
A United Records foi inaugurada em 1949, chegou a ter apenas 12 empregados na década de 1990 quando os CDs dominavam o mercado, mas não fechou as portas nunca. Pelo contrário, foi comprando mais prensas em outros países conforme as fábricas fechavam. Hoje a fábrica tem 22 prensas e uma capacidade de produzir 40 mil discos diariamente.
A fábrica é responsável pelo lançamento de discos do Elvis Presley, Beatles, The Velvet Underground, muitos discos de rockabilly, country, blues e a maior parte do catálogo da Motown. Sendo uma das principais fábricas do mundo.
Texto Andye Iore com informações traduzidas do Nashville Public Radio e do NY Times

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Marca de vitrola fabricará discos de vinil


Os mais “entendidos” na cultura do vinil sabem que as vitrolas da Crosley são mais estéticas que funcionais. Mas uma coisa bacana a marca fará em 2017: vai fabricar discos de vinil. A planta da marca ficará em Louisville, nos Estados Unidos, e deve começar a lançar discos no segundo semestre do próximo ano.
Eles compraram prensas encontradas desativadas na Inglaterra. A iniciativa foi anunciada pela direção da companhia como uma extensão natural dos negócios, oferecendo uma maior opção aos fãs dos aparelhos de design retrô.
Com informações traduzidas What Hi-Fi .

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Clube do Vinil faz última feira de 2016


O Clube do Vinil de Maringá realiza no próximo final de semana a última feira de discos do ano na região. A 19a edição do evento será nos dias 17 e 18 de dezembro, sábado (entre 10h e 20h) e domingo (entre 14h e 18h), no Shopping Cidade Maringá (avenida Tuiuti, 710), com entrada gratuita. Haverá expositores de discos de vinil, CDs, DVDs, gibis, livros, bottons, acessórios, decoração, quadros, camisetas, entre outros que formam o bazar cultural.
A parte de discos terá novidades no acervo como:
- Iron Maiden - Brave new world
- Nirvana - Bleach
- Pink Floyd - Endless River
- Pink Floyd - The wall (edição 2016)
-Tame Impala - Lonerism
- Bad Brains - The youth are getting ...
- De La Soul - ... is dead
- Dio – Decade of Dio box
- Dorsal Atlântica - Ultimatum outtakes
- 808 State - 90
- Ozzy Osbourne - No more tears
- Pearl Jam - Ten (vinil azul)
- Sarcófago - Decade of Decay
- Sonic Youth - Confusion is sex
Repetiremos a iniciativa dos discos de MPB e rock nacional com preços mais acessíveis. E, claro, cada expositor faz a sua promoção.
ARTE - A parte artística será exposição com Ronis Furquim (foto abaixo), que apresentará peças diferentes, como paineis com quase 4 metros de altura, e também trabalhos em outros formatos. "É uma visão macro dos microuniversos que nos rodeiam", conceitua o artista. Entre as obras há peças das series "Ronisviews 2016" e "Scanography".
E encerrando o final de semana cultural vamos para o Crowbar no final da tarde de domingo (18) para o shows das bandas Droogies (de Londrina), Fossa Punk (de Maringá) e A Família Monstro (de Maringá), com entrada gratuita.
LOCALIZAÇÃO - O Shopping Cidade Maringá passa por reformulações na estrutura e anunciará novidades em 2017. Por isso, dessa vez estaremos com a feira no salão onde está o trono do Papai Noel, no corredor de acesso para as Lojas Americanas. O Clube do Vinil de Maringá agradece a equipe de Marketing do Shopping Cidade Maringá pelo empenho na organização, divulgação e apoio durante os eventos que fizemos esse ano.
Foto: Andye Iore

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Billy Corgan lança excentricidade em vinil


Que o guitarrista e vocalista Billy Corgan tem personalidade forte não é novidade para ninguém. As idas e vindas do Smashing Pumpkins e confusões com músicas de outras e da própria banda são notórias e públicas.
Agora ele leva sua excentricidade para o mercado fonográfico.  Ele está lançando uma edição limitada em 500 cópias de um box numerado com cinco discos de vinil colorido 180 gramas, um boné, um poster e um sintetizador portátil. Cada box custa US$ 375, aproximadamente R$ 1.250.
Lançar box até que é normal... mesmo com esses complementos incomuns. Mas o disco quintúplo é de uma apresentação que Corgan fez em 2014 inspirado na obra "Siddhartha", de Hermann Hesse, de 1922. A execução durou oito horas.
Para completar a esquisitice, o box só é vendido no site ou na casa de chás Madame Zuzu que Corgan tem em Chicago e onde costuma se apresentar em versão acústica. Saiba mais .

Com informações e imagens do Madame Zuzu .


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Feira Vinil Vivo se destaca pelo acervo


A Feira Vinil Vivo chega em sua quarta edição nesse final de semana (10), no Hotel Rochelle, na rua Tibagi, 307, em Curitiba. O grupo de colecionadores de discos de vinil amplia o acervo focando no colecionismo, apresentando agora também expositores de miniaturas.
Mas o destaque fica mesmo pelo acervo de vinil com muitas raridades e lançamentos de gravadoras gringas e independentes brasileiras. O que já caracteriza a feira como a melhor opção para comprar discos em Curitiba por ter títulos que não há em outras feiras e eventos da cidade. Quem foi na edição anterior (fotos) realizada em 26 e 27 de novembro conferiu isso. Quem não foi ainda pode ir que certamente encontrará muitos discos bacanas e com preços acessíveis.
O grupo reúne os principais expositores de Curitiba,  Maringá, Londrina, São Paulo e Santa Catarina, o que caracteriza o evento com um acervo bem amplo e variado. Em algumas mesas era comum brincadeiras tipo “é impossível vir aqui e falar que não achou nenhum disco interessante...” ou ainda “... nem olhe nessa caixa que você vai se arrepender...”.
Vale ressaltar também o clima de amizade com os expositores se conhecendo e se ajudando durante o evento. O que nem sempre acontece nesse tipo de evento, com a maioria priorizando o lado comercial, tentando vender mais que o expositor ao lado. Confira a página da Feira Vinil Vivo no Facebook .





Fotos: Andye Iore / Zombilly

RokBlok é toca-discos inovador




Uma das poucas diferenças entre o atual mercado fonográfico e o de antes da era do CD está nos mecanismos da tecnologia. O que proporciona equipamentos impensáveis nas décadas anteriores.
O mais novo aparelho é o RokBlok (foto). Como o nome diz, é um bloco que toca o disco. Sem prato, braço, cabo na tomada ou outras partes da tradicional vitrola. Como se fosse um carrinho que roda em cima do disco. Para ligar ou desligar basta erguer ou abaixar uma pequena alavanca que fica atrás do aparelho. Além da agulha e caixa de som embutida, ele tem mecanismos via bluetooth que possibilitam ouvir o disco com fone de ouvido e caixa de som externa.
Uma das vantagens é ouvir o disco for de casa,  como em viagens. Claro que toda nova tecnologia sempre deixa os colecionadores old school com desconfianças. Uma delas é riscar o disco usando esse aparelho. A empresa Pink Donut garante que basta usar o aparelho numa superfície lisa.
O aparelho está num site de crowdfunding cuja campanha encerra m 24 de janeiro de 2017. A estimativa dos criadores é que o RokBlok custe nas lojas U$$ 99 (aproximadamente R$ 360). Confira o site da campanha do RokBlok e veja vídeos com o aparelho funcionando.

Texto: Andye Iore / Foto: Divulgação

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Clube do Vinil participa do aniversário de Londrina


O Clube do Vinil de Maringá está na agenda do aniversário de 82 anos de Londrina. O SESC Cadeião Cultural preparou uma agenda cultural bem bacana com shows gratuitos, feira de discos e exposição artística e fotográfica, com entrada gratuita, a partir das 14h, nos dias 10 e 11 de dezembro.
Os shows são com as bandas Cluster Sisters, Caburé Canela, Simone Mazzer Duo e Sagi Nova. O jornalista Andye Iore preparou uma exposição de fotos com bandas londrinenses, sendo que algumas serão expostas pela primeira vez.
A feira de vinil terá discos novos e usados de rock, MPB, reggae, RAP, eletrônicos, entre outros. Sendo que os expositores aceitam pagamento com cartão e alguns compram e trocam discos também.
O SESC Cadeião Cultural fica na rua Sergipe, 52, no centro de Londrina. Confira o site do SESC Cadeião Cultural .

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Mundo Livre dá exemplo na produção de eventos


Foi realizada no último sábado (19) a quarta edição do Mundo em Movimento, em Maringá. O evento cultural feito pela radio Mundo Livre FM 102,5 aconteceu na Unifamma com uma ampla programação. Teve show com as bandas Terra Celta, Ritmostato e Kicking Bullets. Mais feira de discos do Clube do Vinil de Maringá, adoção de animais, bazar cultural com roupas, decoração, acessórios, jogos de tabuleiro, entre outros. Artistas desenhando no local, fazendo painel com fita adesiva. E também atividades esportivas e praça de alimentação com food trucks e cerveja artesanal.

Mais uma vez a Mundo Livre faz evento gratuito e valorizando os artistas locais. Vale a reflexão enquanto há rádios fazendo eventos com cobrança de ingresso – caro – com o lixo cultural como sertanejos inexpressivos dentro do próprio gênero. E outras anunciando como “o maior festival sertanejo”... todo mês tem um maior festival sertanejo em alguma cidade do Brasil.
Ou seja, qualquer dupla ou cantor que se colocar no lineup, o resultado é  o mesmo porque o público vai esquecer o que aconteceu logo em seguida. O pior é que quando essas rádios tentam fazer um evento com teor cultural, acabam no fiasco justamente porque só tem o perfil comercial e na produção pessoas que não participam ou acompanham o cenário cultural da cidade.

A Mundo Livre além do lado comercial que toda rádio tem, pois precisa de publicidade para se manter, também oferece para a comunidade eventos culturais gratuitos, faz ações sociais e campanhas contra preconceitos. O resultado é uma identificação com o público e comunidade que participa dos eventos da rádio, independente das atrações ou dos apelos comerciais. 


Fotos: Andye Iore