domingo, 31 de dezembro de 2017

Londrinil faz parceria com bar em Londrina


A partir de janeiro de 2018 o Londrinil passará a fazer as feiras de discos em Londrina no bar Pier Santa Monica, na rua da Lapa, 200. A primeira edição já está agendada: será no dia 13 de janeiro, sábado, entre 11h e 18h, com entrada gratuita.
A parceria surgiu de contatos prévios com o grupo Amigos Colecionadores de Miniaturas (Acomini) que reúne colecionadores de miniaturas do Paraná e também fará eventos no Pier Santa Monica em breve.
Os expositores Zombilly e Leandro Pascholatti fazem parte da Acomini, sendo que o primeiro está no Londrinil e o segundo faz o marketing e comunicação do bar. Com isso surgiu a ideia de fazer os eventos no espaço que une gastronomia, colecionismo e cultura.

ANTIGOS - O Pier Santa Monica foi inaugurado em julho desse ano e tem uma decoração especial focada no antigomobilismo e colecionismo. O bar tem um amplo espaço com ar condicionado e cardápio variado com bebidas e comidas. No sábado da feira de discos Londrinil terá feijoada.
Participarão da feira de discos expositores do Londrinil e Clube do Vinil de Maringá (CVM) que terão discos, camisetas, acessórios, gibis, bottons, decoração, entre outros. Mais informações no grupo Londrinil no Facebook e na página do bar Pier Santa Monica .

Foto: Pier Santa Monica

Ascenção e falência de uma loja de discos


O documentário “All things must pass” (2015) é um dos mais bacanas filmes sobre a indústria fonográfica. Não só porque mostra a história da rede de lojas americana Tower Records que se espalhou pelo mundo, como também aborda as transformações do mercado, questões de gestão administrativa, mercado imobiliário, comportamento dos colecionadores, entre outros.
O filme tem 1h34 de duração, é dirigido pelo ator Colin Hanks (de “King Kong” e “The Wonders”) e apresenta depoimentos da família que abriu a loja original na década de 1940, de funcionários e de clientes entre eles os músicos Elton John, Dave Grohl e Bruce Springsteen. As entrevistas são intercaladas com fotos e vídeos de época sobre a loja. O que mostra prateleiras e cartazes com compactos custando US$ 0,45 e LPs por US$ 1,99.

A Tower Records passou de uma loja familiar que vendia uma diversidade de produtos até chegar a um bilhão de discos vendidos mensalmente e falir na década de 2000. A loja começou vendendo remédios, bebidas, doces, revistas, brinquedos, entre outros produtos em Sacramento, na Califórnia. Até passar a vender discos usados e expandir aos poucos a seção musical. Isso aconteceu porque o filho Russ Solomon (imagem abaixo) sugeriu ao pai colocar mais discos. O pai disse que isso só aconteceria se ele comprasse a loja e fizesse o que quisesse. E foi o que aconteceu anos depois. A primeira Tower Records somente com vinil foi aberta em 1961.


O logo da loja foi inspirado no clássico símbolo da Shell e o lema da Tower era “No music no life”. A rede chegou a ter quase 200 lojas em 30 países, numa expansão sem planejamento. Somente aproveitando pontos que estavam vazios com aluguel barato ou parcerias oportunistas. O que sempre gerava desconfiança nas pessoas que diziam que os donos eram loucos e iam falir. O que aconteceu muitos anos depois, mas não sem antes formar um império com histórias malucas de gastanças e luxúrias e que acabaram mudando muita coisa na indústria fonográfica.

TROCAS - A Tower Records criou e enfrentou mudanças no mercado. Entre eles a troca do vinil por CD, o sucesso da discoteque, a chegada da MTV, a concorrência das lojas de departamento, o surgimento do Napster, a internet, entre outros. A loja era referência para gravadoras e artistas que faziam questão de ter seus discos aos milhares na rede. E isso gerou uma campanha publicitária curiosa. Os funcionários da Tower Records ampliavam as capas de discos para decorar as lojas. E as ampliações ficaram cada vez maiores até ocuparem outdoors bancados pelas gravadoras.
Outra situação relacionada à divulgação foi que a Tower lançou a sua própria revista. A Pulse era escrita e produzida pelos funcionários com entrevistas com bandas e ranking dos discos mais vendidos na loja.


LENDAS – A Tower Records ajudou a difundir a “lenda” de que o atendimento nas lojas de discos sempre é péssimo porque os funcionários acham que entendem mais sobre música que os clientes. O que era reforçado pela falta de treinamento dos novos contratados.
O doc mostra também que nos bastidores da loja rolavam festas animadas. O dono Russ Solomon só pedia que não se fumasse maconha dentro da loja. De resto, os funcionários iam trabalhar bêbados direto das baladas, os diretores contratavam garotas só pelo “sex appeal” delas, entre outras situações.
Com altos investimentos em novas lojas em outros países e quedas nas vendas, a rede foi reduzida para pagar dívidas nos bancos. Gestores do mercado econômico foram contratados para tentar recuperar a rede, mas só pioraram as coisas. A última loja foi fechada em 2006. Hoje a Tower Records é uma franquia pertencente a outro grupo, sem muita relevância no mercado e tem uma loja online.

CURIOSIDADE – Guardada a devida proporção, a história da Tower Records tem relação com a do Porão Discos, em Maringá. A loja passou de um sebo com discos, livros e acessórios para se tornar somente loja de discos após mudança administrativa; teve uma filiam em Bauru (SP), passou por mudanças do mercado como a troca do acervo de vinil para CD e fechou por causa de dívida no banco. E a história do Porão Discos será mostrada no doc "Punká - uma história punk em Maringá". 
* Veja o trailer de “All things must pass” .


Texto: Andye Iore / Fotos: Divulgação 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

CVM faz edição de Natal da feira no Mercadão


O Clube do Vinil de Maringá (CVM) teve um ano bem agitado participando de eventos no Paraná, São Paulo e Santa Catarina. O CVM encerra o ano em mais uma parceria com o Mercadão Municipal de Maringá para a 26ª Feira do Clube do Vinil de Maringá, na edição de Natal, no próximo domingo (17), entre 9h e 16h, com entrada gratuita.
É oportunidade de dar disco de vinil de presente de Natal ou da tradicional brincadeira de amigo secreto no final do ano. Para isso os expositores estão com acervo renovado com discos de MPB, rock, RAP, reggae, eletrônico, blues, entre outros. Os expositores aceitam pagamento com cartão e fazem trocas e também compram discos usados em bom estado. E cada um tem a sua promoção, sendo possível achar discos a partir de R$ 5.

O Clube do Vinil de Maringá tem foco no colecionismo e não somente no lado comercial. Por isso o CVM recebe convites para participar de eventos culturais em outras cidades, levando a experiência e conhecimento do mercado fonográfico numa troca de informações. A última atividade nesse sentido foi em novembro quando o CVM visitou a nova fábrica de discos brasileira, a Vinil Brasil, em São Paulo. E o CVM já começará 2018 com uma nova parceria em Londrina para a realização das feiras de discos num espaço voltado para o colecionismo e customização.

HORÁRIO - O Mercadão Municipal está com novo horário aos domingos, com os bares e restaurantes ficando abertos até às 22h. No domingo também tem a programação cultural do Mercadão com música ao vivo entre 11h30 e 14h. O Mercadão fica na avenida Prudente de Morais, 601, no centro, em frente ao estádio Willie Davids. 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Zombilly e CVM visitam a Vinil Brasil


O Projeto Zombilly e o Clube do Vinil de Maringá (CVM) estiveram na última sexta-feira (1º) na fábrica da Vinil Brasil, em São Paulo. A visita foi à tarde para conhecer os processo de fabricação dos discos, uma reportagem sobre a fábrica e conversas e dicas sobre eventos e o mercado fonográfico brasileiro.
Na oportunidade o sócio-proprietário Michel Nath falou sobre o desafio que é fazer um investimento num período de crise política e econômica, quadro que não existe para as fábricas de discos na Europa e Estados Unidos. Ele também abordou temas ainda não citados em outras entrevistas que já saíram na midia sobre a fábrica. 
A Vinil Brasil opera no momento com duas máquinas, uma para 7” e outra para 12”. Em breve outras duas máquinas começam a operar e mais duas estão em fase de restauração. Um dos destaque é o desenvolvimento de tecnologia própria que não havia ainda no Brasil. 

MERCADO - O Zombilly está editando a entrevista e fotografias e em breve o material será publicado em nossos sites. A visita é uma das iniciativas dos grupos Clube do Vinil de Maringá e Londrinil de não focar na comercialização dos discos nos eventos. E sim participar de maneira efetiva do mercado fonográfico ressaltando o colecionismo. Nos nossos eventos o público pode conversar com os expositores que são todos colecionadores de discos e tem boa informação sobre os acervos. Também estamos em sintonia com os lançamentos do mercado tendo discos novos e não somente os discos usados antigos. 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

SESC Cadeião faz festa cultural para celebrar aniversário


O SESC Cadeião Cultural completa três anos em Londrina no próximo final de semana. A festa de aniversário da unidade tem agenda repleta de atrações culturais e faz parte das comemorações dos 83 anos de Londrina.
A programação da festa de aniversário começa as 10h de sábado (9) e encerra na noite de domingo (10) contando com oficinas, feira de discos do grupo Londrinil, exposições e shows com Tonho Costa, Universo Quintal, Carla Casarim, Abacate Contemporâneo, Bruno Morais. Tudo com entrada gratuita.
Mais uma vez o Londrinil e o Clube do Vinil de Maringá fazem parceria com o SESC londrinense para a realização de mais uma feira de discos a partir das 14h30 de domingo (10). Os expositores terão discos novos e usados, com venda, compra e troca. O público terá oportunidade de conferir raridades em discos usados e até lançamentos de selos independentes brasileiros de gêneros musicais variados. O acervo dos grupos londrinense e maringaense é destaque em feiras de discos em outras regiões como em São Paulo, Curitiba, Joinville, entre outras que seus membros participam. O Londrinil fará uma homenagem ao colecionador Wesley Sanches "Bart" (foto acima) que faleceu no mês passado.

FORMAÇÃO - O SESC Cadeião Cultural tem um importante papel cultural em Londrina na formação e informação do público. Há exibições de filmes, exposições, shows, cursos, oficinas, teatro, dança, entre outras atividades para a comunidade. O espaço foi adaptado de uma antiga cadeia no centro da cidade, com alguns ambientes como celas mantidas como eram para que o público conheça o local original. O espaço conta também com uma cafeteria com salgados, doces e café. O SESC fica na rua Sergipe, 52, no centro de Londrina. Confira o site do SESC Cadeião Cultural . 
Confira a página da Londrinil no Facebook . 
Confira fotos do evento de 2016: 




Fotos: Andye Iore / Zombilly

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Curitiba Vinil realiza segunda edição da Feira Nacional


Será realizada no próximo sábado (9) a segunda edição da Feira Nacional Curitiba Vinil. O evento reunirá mais de 30 expositores do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul apresentando discos de vinil, CDs, acessórios, artesanato, bottons, camisetas, decoração, entre outros. A feira terá ainda exposição fotográfica e a discotecagem será dos DJs Gilber Pontes e Walmir Assunção. “Será a última grande feira do ano no sul do Brasil”, avisa o organizador e colecionador Ronald Bandeide.
A feira de discos acontece no térreo do predio Green Center, no Centro Histórico, num corredor que sai de uma rua à outra da quadra com amplo espaço para os expositores. Há estacionamentos e opções gastronômicas próximas. Além de uma lanchonete no próprio espaço do evento.

O acervo da feira terá as tradicionais raridades em usados, mas também lançamentos como o disco novo de Curumin, “Boca”, a reedição dupla do clássico punk “O começo do fim do mundo”, a nova versão em compacto do “Botas fuzis e capacetes”, do Olho Seco, o Zé Ramalho “Atlântida”, entre outros. O público também pode levar discos para trocar ou vender aos expositores. Entre os apoios da Feira Nacional estão a Prates Imobiliária e a Padrão Embalagens, que produziu plásticos internos e externos para discos para vender no evento.
A Feira Nacional é organizada pelo coletivo cultural Curitiba Vinil que faz eventos na capital paranaense com boa organização. Tanto é que o grupo já fechou o calendário da Feira Nacional n´A Travessa para 2018, com eventos em março, junho, setembro e dezembro.
O Projeto Zombilly representa o Clube do Vinil de Maringá e no domingo (10) seguirá para Londrina para participar da Feira de Discos Londrinil no SESC Cadeião Cultural. 

MADALENA - Vale ressaltar uma curiosidade nos últimos meses em Curitiba: vendedores de discos que antes exaltavam a Feira de Discos do Canal da Música e desprezavam as feiras menores – chegando a dizer até que nem valia a pena viajar para as outras feiras - agora estão pedindo para participar das feiras que antes não participavam. Tipo uma “Madalena arrependida”. Isso acontece porque a do Canal da Música está inativa por mudanças na política cultural da prefeitura de Curitiba que afetou e/ou cancelou várias atividades artísticas na cidade. Isso abriu espaço para outros eventos do gênero, fazendo com que Curitiba tenha hoje três feiras paralelas atraindo expositores e compradores de diferentes estados.
Confira fotos da primeira edição da Feira Nacional Curitiba Vinil:





SERVIÇO
II Feira Nacional Curitiba Vinil
Data: 9 de dezembro de 2017
Local: A Travessa , rua São Francisco, 232, ou rua 13 de maio, 439, em Curitiba.
Evento no Facebook .  
Fotos: Andye Iore 

sábado, 2 de dezembro de 2017

CVM e Londrinil divulgam agenda do fim de ano


Estamos no último mês de 2017 e o Clube do Vinil de Maringá (CVM) e o Londrinil divulgam a agenda com as últimas feiras de discos do ano. Repetiremos a parceria com o SESC Cadeião Cultural de Londrina no aniversário de 83 anos da cidade e da unidade do SESC. No ano passado (foto) participamos do evento cultural que foi bem bacana, reunindo grande público.
Na próxima semana estarmos de volta a Curitiba para a segunda edição da Feira Nacional Curitiba Vinil reunindo expositores e colecionadores de quatro estados. É a feira mais nova da cidade, que já nasceu grande. E na metade de dezembro encerremos o ano com uma feira de discos em Maringá.


AGENDA
- 9 de dezembro – II Feira Nacional Curitiba Vinil – n´A Travessa, rua São Francisco, 232, em Curitiba
- 10 de dezembro – Feira de Discos Londrinil – no SESC Cadeião Cultural de Londrina, rua Sergipe, 52
- dezembro – 26ª Feira do Clube do Vinil de Maringá
 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Festa de rock celebra 5 anos da Araucária


A Cervejaria Araucária completa cinco anos em Maringá e celebra a data com uma festa de rock e cerveja artesanal. O evento será amanhã (18) entre 11h e 20h em frente a cervejaria na avenida Américo Belay, 2329, com entrada gratuita. Tocam as bandas As Cigarras (de Curitiba) e as locais Sollado Brasilian Groove e Led Zeppilin Cover. Também haverá food truck, espaço kids, exposição de artes, grafitti, fliperama e o Clube do Vinil de Maringá. Sem contar os 15 rótulos de cervejas anunciados essa semana que estarão á venda.
Os cinco anos da Cervejaria Araucária são marcados também pela ampliação das atividades. “Estamos recebendo novos tanques no final do mês que vão dobrar a nossa capacidade”, anuncia o cervejeiro e sócio Rodrigo Frigo. Atualmente a premiada cervejaria maringaense produz 5 mil litros mensais e dobrar a produção vai também ampliar os pontos e atender a grande demanda que a Araucária tem em Maringá e região. Seja em bares ou eventos.

PERFIL – A Cervejaria Araucária tem um grande apelo junto ao público roqueiro da região. É a cerveja oficial do festival Paraíso do Rock, já realizou um festival junto com o Projeto Zombilly e faz frequentes shows com bandas locais em seu espaço. 

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Zombilly faz tour pelo Sul


O Projeto Zombilly começa uma tour de duas semanas por Curitiba e Santa Catarina. Na agenda estão três feiras de discos e aquisições de lotes de discos, além dos tradicionais passeios turísticos.
O primeiro evento será no próximo sábado (4) na sétima edição da Feira Vinil Vivo, em Curitiba, onde também participará o Malucas Discos, de Londrina. Em seguida passaremos em Joinville (SC) e Balneário Camboriu, onde já há contatos para negociações de discos para atualização do acervo. No dia 11 de novembro participaremos da Feira de Vinil Barba Ruiva, em Joinville, e no dia 12 de novembro da Feira do Vinil – Ovnyl, em Itajaí (SC).
A agenda de final de ano será completada em 9 de dezembro com a segunda edição da Feira Nacional Curitiba Vinil, n´A Travessa, e depois encerramos o ano com feiras em Maringá e Londrina. Não participaremos da feira Boca Maldita, em Curitiba. Portanto, os amigos de Curitiba e região que quiserem conferir as novidades gringas e independentes no acervo do Projeto Zombilly agendem no dia 4 de novembro e 9 de dezembro. Depois somente em 2018!


AGENDA
- 4 de novembro – VII Feira Vinil Vivo, no Nova Garagem, em Curitiba
- 11 de novembro – Feira de Vinil Barba Ruiva, no Salvador Vegan Café, rua Henrique Meyer, 61, em Joinville (SC)
- 12 de novembro - Feira do Vinil - Ovnyl/At Home Praia Brava, em Itajaí (SC)
- dezembro – Feira Londrinil, em Londrina
- dezembro – 26ª Feira do Clube do Vinil de Maringá

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Espaço cultural recebe feira de discos em Ponta Grossa



Será inaugurado no próximo sábado (21) em Ponta Grossa, o Garimpo 1926 (foto). O novo espaço cultural da cidade reúne uma loja com discos, livros, antiguidades, editora, decoração, bar, entre outros. A inauguração será com a primeira feira de discos de Ponta Grossa, organizada pela Feira de Discos da Boca Maldita, de Curitiba, com expositores do Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Entre eles o Projeto Zombilly, do Clube do Vinil de Maringá, que está com acervo bem renovado com discos novos que chegaram essa semana. O evento será entre 10h e 18h com entrada gratuita, na rua XV de Setembro, nº 931, no bairro Uvaranas.
Foto: Divulgação

terça-feira, 10 de outubro de 2017

MBV relança discos fora de catálogo


Os dois primeiros discos do My Bloody Valentine, “Isn’t Anything” e “Loveless” (imagens à direita), serão relançados em vinil em janeiro de 2018. Será em edição especial de 180 gramas, capa gatefold e em prensagem diretamente das gravações originais da época, 1988 e 1991 respectivamente.
Os dois discos estão fora de catálogo e, ocasionalmente, aparecem versões piratas. O “Isn’t Anything” foi lançado no Brasil pela Stiletto.

Curiosamente, depois da banda ter ficado sem gravar por 22 anos ao lançar “mbv” em 2013, há rumores que Kevin Shields (imagem à esquerda) está compondo um novo disco que dever lançado no segundo semestre de 2018. 
Com informações traduzidas do Mybloodyvalentine.org

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Curitiba ganha nova feira interestadual de discos


A ausência da feira de discos do Canal da Música na agenda de Curitiba abriu espaço para novos eventos focados nos colecionadores de vinil. A mais nova estreará no próximo sábado (7). A Feira Nacional Curitiba Vinil reunirá 30 expositores do Paraná, São Paulo e Santa Catarina oferecendo um amplo acervo num novo espaço cultural. A Travessa é um centro comercial e de serviços (arte acima) que tem duas entradas: uma pela rua 13 de Maio, 439, e outra pelo São Francisco, 232, no terreo do predio Green Center, no Centro Histórico, ao lado do Jokers Pub. O espaço é apontado pela organização da feira como bem localizado, com acessibilidade e conforto. A corrida de táxi da rodoviária varia entre R$ 10 e R$ 15.

A expectativa dos organizadores é positiva. "O público de Curitiba é bem exigente em relação ao material que deseja", avalia o organizador do Curitiba Vinil, Ronald Bandeide (foto abaixo). "Esse público não poupa esforços para conseguir o quer e também é bem curioso em relação aos novos materiais de bandas".
Mas o fato de ter mais feiras de discos focando no mesmo público e até repetindo alguns dos expositores não cria rivalidade e não atrapalha os outros eventos. O movimento tem sido grande em todas as feiras de discos recentes com os colecionadores com "apetite" por garimpar e gastar bastante. O que transformou Curitiba rapidamente no principal centro de compras de discos de vinil no Brasil com um acervo bem variado - entre raridades usadas até lançamentos lacrados - e preços bem justos. Até melhor que as feiras de São Paulo, que costumam reunir um grande número de estandes.
Além dos expositores com discos usados e importados, a nova feira curitibana terá também um estande com materiais de bandas underground. E terá ainda discotecagem com o DJ Gilber Pontes, bazar com camisetas, decoração, acessórios e bottons.

A intenção é manter uma periodicidade que será definida em breve para atender a demanda do público e interesse dos expositores. "Queremos suprir a lacuna da feira do Canal da Música, fazendo uma feira melhor a cada edição", comenta Ronald Bandeide sobre a feira que acabou não acontecendo mais e ampliou para outras atividades paralelas desagradando os fãs de vinil. Ele conta que vai suprir a demanda com seu grupo Curitiba Vinil que já participa de outros eventos em Curitiba.
Foto: Andye Iore  /  Arte: ASC A Travessa

Quero começar minha coleção de vinil


Você curte música e começa a prestar atenção no falatório sobre discos de vinil. Depois de ver seus amigos com status de “bacanas” porque postam em suas páginas os discos que acabaram de comprar, então decide começar a própria coleção. O que fazer?
O principal no começo é ter uma boa vitrola. Não se deixe influenciar pelo design dos toca-discos novos vendidos em livrarias e lojas de departamento. Hoje é muito fácil você achar uma vitrola antiga em eletrônicas (foto abaixo), sebos, lojas de antiguidades e até mesmo com particulares na internet. Vale muito mais fazer uma manutenção num aparelho antigo que comprar um novo. Não há comparação na qualidade do áudio e, certamente, você gastará bem menos no futuro para consertar supostos defeitos conforme vai usando.

Não se preocupe em ter aparelho sofisticado. A diferença na qualidade é mínima. Curta a música pela música e não porque você tem um aparelho melhor ou pior que seu amigo. Assim também vale para as diferentes edições de um disco. Ser 140 ou 180 gramas, edição europeia ou brasileira, também não faz muita diferença. Quem liga para isso deve ter alguma frustração em sua coleção [risos]... gaste mais grana comprando mais discos e não em aparelhos sofisticados. 

Depois de escolher seu aparelho, vem os primeiros discos. Comece pelos artistas que você mais gosta. É bem comum no começo da coleção a pessoa ser facilmente atraída pelas promoções e comprar discos baratos. Não caia nessa. Um colecionador compra pela importância de um título, é determinado a ter discos de sua banda favorita. E não a ter discos baratos que, geralmente, são escutados nos primeiros dias e depois ficam encostados e esquecidos. Um disco de uma banda que você curte será rodado sempre.
Uma opção para renovar a coleção também é trocar os discos que você não escuta mais. Troque com um amigo ou vá nas feiras de discos onde os expositores, geralmente, trocam no sistema 2x1, considerando o estado de conservação e procura que tem seu disco.


E conforme vai aumentando seus discos, guarde sempre sua coleção na vertical. Nunca deixe seus discos empilhados, um em cima do outro. Com o passar do tempo e variação da temperatura no calor, os discos podem empenar.

PREÇO - Como saber se um disco é caro ou raro? Aí vale um pouco de pesquisa, perguntar ao amigo que já coleciona ou ir em alguma feira de discos. Por exemplo, por que os discos do Nirvana são sempre caros e outras bandas que também são tão populares tem discos baratos?
Uma das justificativas é que os discos do Nirvana foram lançados no Brasil entre o começo e metade da década de 1990, quando o mercado fonográfico já fazia a transição do “vinil para o CD”. E os vinis vendiam pouco com o público se interessando mais pelo CD. Por isso a tiragem dos discos de vinil era pequena. E hoje há poucas copias disponíveis no mercado, fazendo com que sempre tenham preços acima da media.
Outro exemplo pode ser dado nos discos do Legião Urbana. Os cinco primeiros são facilmente encontrados e sempre baratos porque tiveram grandes tiragens na época. Já a partir do “O Descobrimento do Brasil” lançado em 1993 fica mais difícil e mais caro.

ARTE – Outro aspecto bem bacana de se colecionar discos de vinil está na arte das capas. O CD decepcionou muito os colecionadores porque o formato pequeno tirava o charme das capas. E muitos discos não tinham a arte e formato original dos vinis. As gravadoras e artistas sempre lançavam capas com formatos diferentes no vinil.
Como a do “Physical Graffiti” (1975), do Led Zeppelin, com as janelas recortadas na capa. A do “Sticky fingers” (1971), do Rolling Stones, que vinha com um zíper de verdade na capa. Ou a polêmica “Diamond dogs” (1974), de David Bowie, numa capa gatefold (dupla) que na dobra principal tem o cantor deitado e ao abrir a capa aparece na segunda dobra o corpo de Bowie sendo o de um cachorro da cintura para baixo. Uma das mais citadas em melhor design é a do “Velvet Undeground & Nico” (1967"), feita por Andy Wharol, com um adesivo de uma banana. Ao se puxar o adesivo, aparecia na parte debaixo a banana, como se estivesse descascando a fruta.

Texto e fotos: Andye Iore 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Box de Johnny Cash é relançado em vinil


A edição especial "Unearthed" , de Johnny Cash, será relançada em vinil no dia 3 de novembro. O box foi lançado originalmente em CD em 2003, celebrando a parceria entre Cash e o produtor Rick Rubin, na serie "American recordings".
A reedição tem 79 músicas - entre elas muitas raridades pela primeira vez em vinil - em nove discos em vinil 180 gramas. E é apresentada numa edição luxuosa em box com um livro com 60 páginas com textos e fotos, incluindo as últimas imagens de Cash.

O box em vinil é dividido em cinco temas, incluindo solos acústicos, duetos, gospel, set elétrico e uma coletânea dos quatro discos da serie "American recordings". 
Com imagem e informações traduzidas da UDiscoverMusic

sábado, 30 de setembro de 2017

Nova fábrica aposta na tecnologia e sustentabilidade do vinil


A Kindercore Vinyl é uma sociedade entre cinco amigos (foto) em Athens, na Georgia, nos Estados Unidos, que foca na qualidade e sustentabilidade ecológica na produção de discos de vinil.
Todos já tem experiência no mercado fonográfico americano, seja já tendo loja, outro um selo independente, empresário ou engenheiro de som. O que garante um atendimento personalizado para os artistas.
A origem de abrir a fábrica foi a constatação que a crescente demanda para lançar mais discos no mercado fez com que a qualidade fosse deixada de lado. Para isso, eles fizeram parceria com a empresa canadense Viryl Technologies que produz as prensas Warm Tone, com tecnologia de ponta e recursos que não existiam nas fábricas do passado.

Outro detalhe importante pensado na Kindercore Vinyl é o uso de material ecológico, fabricando discos sem produtos derivados do petróleo. 
Com foto e informações traduzidas do Kindercore.com