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sexta-feira, 6 de julho de 2018

O Porão apresenta variedade e opções alternativas


A loja O Porão Discos foi reaberta em Maringá depois de 20 anos que fechou. O novo endereço é na rua Lauro Werneck, 787, em frente a Universidade Estadual de Maringá (UEM). A nova loja tem um acervo variado, com foco em discos de vinil, mas também apresenta outros produtos sobre colecionismo. Como histórias em quadrinhos, miniaturas, fitas K7, camisetas, bottons, entre outros.
Nessa primeira semana de atendimento alguns clientes da loja anterior foram visitar o novo espaço cultural. Como foi com o colecionador Anderson (foto abaixo) que passou pela frente, viu a fachada da loja e achou curioso. Entrou para conferir e teve a agradável surpresa que era a mesma loja que ele frequentava há 20 anos.  “Vou passar aqui todos os sábados”, disse com um sorriso após comprar disco do The Police, Tracy Chapman e um feltro.


Assim como era na década de 1990 é possível encontrar títulos alternativos e do underground. O que não é comum em outras lojas por não serem comerciais. Ou seja, não venderem muitas unidades. Como discos de grind core e black metal, camiseta do filme Donnie Darko, fanzines, entre outros títulos. Tudo acompanhado de atendimento especializado, com o cliente recebendo informações sobre os materiais. O espaço também vai divulgar os eventos do Clube do VinildeMaringá (CVM) e de parceiros. 
Outro diferencial d´O Porão Discos é horário de atendimento alternativo. A loja abre e fecha em horários diferentes durante a semana para que pessoas com compromisso e hábitos diferentes tenham mais opções de irem à loja. Incluindo à noite e no final de semana. Os horários são anunciados nas páginas da loja no Instagram e Facebook: @oporaodiscos 






sexta-feira, 29 de junho de 2018

O Porão Discos reabre em Maringá


A loja O Porão Discos será reaberta em Maringá no próximo sábado (30). O espaço cultural focado em discos de vinil reabre 20 anos depois de ser fechado. O novo endereço é na rua Lauro Werneck,787, em frente a UEM (foto acima). “A demanda nas nossas feiras de discos vem crescendo”, justifica o colecionador Andye Iore, que comandará o empreendimento com o irmão Alvaro Alvim. “Até hoje as pessoas lembram do Porão e sempre perguntam quando  a loja voltaria”.

A nova loja seguirá o mesmo perfil de quando funcionava no edifício Centro Comercial entre as décadas de 1980 e 1990. O acervo terá discos de vinil, CDs, DVDs, camisetas, histórias em quadrinhos, miniaturas e acessórios. O foco é no colecionismo, seguindo o sucesso das feiras do Clube do Vinil de Maringá (CVM) que acontecem desde 2014.
O interesse de antigos e novos colecionadores é explicado pelo acervo com vinis que não tem em outras feiras de discos no Paraná. Iore é colecionador, pesquisador sobre rock e a maior parte de sua carreira profissional foi em lojas de discos. O que garante uma grande experiência e conhecimento do mercado fonográfico brasileiro. E isso facilita, e muito, para comprar material para a loja e atender os clientes.

HISTÓRIA – O Porão foi um sebo de discos e livros abertos em meados da década de 1980. O jornalista Andye Iore comprou a loja em 1992 transformando num espaço especializado em rock (fotoa baixo). A loja fechou em 1998 depois de virar referência no Paraná não só pelo acervo formando público na região como pelos eventos culturais, incluindo shows com bandas de expressão no rock brasileiro.

REVIVAL - O mercado comercial de vinil parou no Brasil na década de 1990 porque as fábricas passaram a produzir somente CD. Mas nos Estados Unidos e Europa os vinis continuaram a ser fabricados. “É errado dizer que o vinil está voltando porque ele nunca acabou”, explica Iore, que mantém contato com fábricas, selos e gravadoras. Hoje o Brasil tem duas fábricas (Vinil Brasil em São Paulo e Polysom no Rio de Janeiro) e uma frequência maior de lançamentos nacionais.

INFOS:
O Porão Discos: rua Lauro Werneck, 787, sala 9
Instagram e Facebook : @oporaodiscos
Fone: (44) 99102-2912

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A sofrida rotina de vendedor de discos


Quem frequentou a loja O Porão, em Maringá, na década de 1990, brinca com as situações sobre o folclórico (mal) atendimento da loja. Situação comum em lojas de discos de rock e que foi divertidamente mostrada no livro “Alta fidelidade”, de Nick Hornby, publicado em 1995, e adaptado para o cinema (foto) em 2000 por Stephen Frears.

Curiosamente, o músico Christopher Bickel publicou na internet suas experiências mostrando justamente o lado dos atendentes e donos de lojas de discos. Ele registrou num caderno situações entre fevereiro de 2002 e novembro de 2014.
Entre as muitas conversas inusitadas entre clientes e atendentes há pérolas como o cliente em dúvida perguntando por um disco: “Você tem aquele cara que toca reggae?... ele é negro”.
Ou ainda a menina que quer comprar um disco de presente para o pai que curte rock clássico. O vendedor sugeriu Alice Cooper e ela respondeu: “Ah, não! Ele não gosta de mulheres cantoras!”

Pois é, eu passei por muitas dessas n´O Porão. E as pessoas nem fazem ideia de como isso acontecia com frequência. Por mais absurdo que pareça. Como um cara chegar na loja e achar que ali era a clinica da Madame Mim e sua bola de cristal: “Vocês tem aquele disco, daquele cara, com aquela música?!?”

* Leia os outros casos relatados por Christopher Bickel (texto em inglês).